18

maio

Estréia da Semana – Crítica de “O Corvo”

Por Jeniffer Santos - 18/05/2012 - 18:38

Na grande estréia de hoje, chegou aos cinemas nacionais o suspense O Corvo, dirigido por James McTeigue (V de Vingança e Ninja Assassino). Protagonizado por John Cusack (A Ressaca e 1408), ele interpreta Edgar Allan Poe, famoso escritor e poeta do século XIX. O elenco, ainda inclui Luke EvansAlice EveBrendan GleesonPam FerrisBrendan CoyleSam Hazeldine, Oliver Jackson-Cohen, Dave Legeno, Ana Sofrenovic e outros.

O filme relata os últimos dias de Edgar Allan Poe, que se viu acusado e vítima por conta de sua obra. Em Baltimore, um cruel assassino se inspirava nos livros de Poe no momento de suas execuções, e com isso, o romancista teve que acompanhar tudo junto ao detetive responsável, para que o ajudasse a desvendar os métodos deste criminoso.  Quando vê sua amada ser sequestrada por ele, não mede esforços para salva-la, mesmo que isso custe sua vida.

Ritmo um pouco lento e uma trama bem costurada são algumas das características da produção.  O filme mostra um Edgar Allan Poe temperamental, que não mede palavras ou atitudes, sem se importar onde esteja, mas que amolece toda vez que se depara com sua amada Emily. Sem dinheiro e sem conseguir publicar mais nada, Poe entra em um verdadeiro inferno quando as primeiras mortes inspiradas em sua obra são reveladas, e ele é rapidamente apontado no caso.

Apesar de não empolgar muito, é um bom filme, com uma boa história e um ótimo trabalho de Cusack. Acredito que se tivesse um pouco mais de dinamismo, o filme prenderia o público mais a fundo, já que a trama foi muito bem conduzida. John Cusack, que sempre se sai bem em todos os gêneros, está ótimo como Poe, dando a intensidade necessária ao personagem.

Vale a ida ao cinema, mas desista se estiver com sono. Sem muita ação, o filme pode se tornar uma armadilha no escurinho da sala de cinema.

Oliver Jackson-Cohen, Dave Legeno d.jpg?4� e6Ю�_�28363a94edffbcf5ae6859c” width=”60″ height=”84″ alt=”" style=”margin: 0px; padding: 0px; border: none; “>John Cusack

27

abril

Crítica – Os Vingadores

Por Jeniffer Santos - 27/04/2012 - 04:27

Com direito a casa cheia e fãs ansiosos pelo esperado filme, hoje, à meia-noite e um, aconteceu uma incrível pré-estréia de Os Vingadores, chegando finalmente aos cinemas nacionais. Com roteiro e direção de Joss Whedon, a grandiosa produção conta no elenco com Robert Downey Jr, Chris Evans, Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Samuel L. Jackson, Clark Gregg, Tom Hiddleston, Jeremy Renner, Scarlett Johansson, Cobie Smulders, Gwyneth Paltrow, Stellan Skarsgård, Alexis Denisof, Tina Benko e Jerzy Skolimowski.

No filme, Loki possuído de ódio, decide que precisa achar um lugar para dominar e se tornar um rei, e acaba se unindo a forças de outro mundo. Com a ameaça chegando à Terra, Nick Fury recruta os componentes de um antigo projeto da S.H.I.E.L.D para combaterem este mal como uma equipe, mas não é bem isso que acontece. Com personalidades extremamente diferentes, Tony Stark, Steve Rogers, Thor, Bruce Banner e Natasha Romanoff travam uma batalha entre si, até confiarem uns nos outros. Com o início dos ataques, não resta outra saída para eles do que se unirem e lutarem contra esta terrível ameaça que quer dominar a Terra.

Se gostou dos filmes do Homem de Ferro, Thor, Capitão América e Hulk, você vai amar Os Vingadores. O filme te prende do primeiro segundo na tela em que aparece o logo da Marvel, até os créditos. Cheia de ação, a produção não tem início água com açúcar “apresentando” os personagens. Eles já são mais do que velhos conhecidos do público, e a cada aparição (cada um com sua entrada “triunfal”) os espectadores vibravam.

Com atuações incríveis, é nítido o entrosamento do elenco e é perceptível o quanto eles se preparam para estar ali. Acredito que muitos nem sentirão a falta de Edward Norton como Bruce Banner, pois Mark Ruffalo deu conta do recado.

O 3D foi utilizado na medida certa, valorizando os variados enquadramentos utilizados, deixando tudo bem dinâmico. Os efeitos especiais são um show a parte e as cenas de luta com o Hulk ficaram impressionantes.

Joss Whedon conseguiu de forma magistral arquitetar um roteiro que respeita o espaço de cada personagem. Usando o artefato de diálogos inteligentes e um tanto quanto sarcásticos, o filme segue impecável arrancando risadas o tempo todo. Arrisco a dizer que é um dos melhores e mais divertidos filmes de super-heróis, dividindo o 1º lugar com Batman – Cavaleiro das Trevas. Tenho certeza que os próximos heróis que chegarão aos cinemas terão que rebolar muito para superá-los.

 

 

Vale a pena ir uma, duas, três vezes ao cinema para assistir esta superprodução. Ela é um ótimo entretenimento que diverte e é recomendável para toda a família. Não vejo a hora de assistir novamente e dar boas risadas com o sarcasmo de Tony Stark, a fúria de Hulk e tantas outras situações com o Capitão América, Thor, Viúva Negra e Gavião Arqueiro. Com muita ação e diálogos sensacionais, o filme não é menos do que extraordinário!

 

 

 

 

20

abril

Crítica – “American Pie – O Reencontro”

Por Jeniffer Santos - 20/04/2012 - 18:29

Estreou hoje nos cinemas nacionais American Pie – O Reencontro, que marca o retorno de todos os personagens que estiveram no primeiro filme da franquia, lançado em 1999. Nesse quarto filme, que ignora completamente as produções lançadas após American Pie -  O Casamento, a famosa turma se reúne para o encontro que celebra os 13 anos da formatura do colegial. Dirigido por Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg, o elenco é composto por Jason Biggs, Chris Klein, Eddie Kaye Thomas, Thomas Ian Nicholas, Alyson Hannigan, Seann William Scott, Mena Suvari, Tara Reid, Shannon Elizabeth, Eugene Levy, Jennifer Coolidge, Natasha Lyonne, Dania Ramirez e John Cho.

Depois de 13 anos, a turma que se formou em 1999 não é mais a mesma. Cada um vivendo em uma cidade, Jim, Kevin, Oz, Finch e Stifler têm vidas completamente diferentes, mas resolvem topar ir ao encontro organizado por ex-alunos para celebrar os 13 anos de formatura. A fim de reviver as glórias do ensino médio, os cinco amigos programam um intenso final de semana que culminará na reunião.  Claro que nem tudo sai como planejado, e mesmo tentando agir como adultos, sempre tem alguma coisa que foge do controle.

 

Se eu precisasse definir American Pie – O Reencontro em uma única palavra, seria “nostalgia”. O filme tem esse ar nostálgico do início ao fim, e os amigos relembram de vários momentos que viveram juntos, e até lêem o livro do ano escolar. Mantendo as características que fizeram da franquia um verdadeiro sucesso de público, a produção tem nudez, muita bebida, palavrões, o momento vergonha alheia de Jim, Kevin olhando apaixonadinho para Vicky, Stifler passando dos limites e as conversas constrangedoras do pai de Jim.

Os personagens vivem o conflito de querer mostrar maturidade, mas ao mesmo tempo eles querem ser aqueles de antigamente, e mostrar que a vida adulta não os envelheceu. Entre os cinco, o único que ainda vive na adolescência é Stifler, só pensando em beber e transar, achando que ainda vive no colegial. Jim tem uma vida monótona com Michelle após terem tido um filho, Oz é um famoso e egocêntrico apresentador esportivo, Kevin trabalha em casa e assiste programas femininos com sua esposa e Finch finge ter a vida dos sonhos. Todos precisam de um escape da rotina, e a reunião é o que todos eles precisavam para se renovar.

A produção honrou American Pie – A Primeira Vez é Inesquecível (1999), American Pie 2 – A Segunda Vez é Ainda Melhor (2001) e American Pie -  O Casamento (2003), e o público que assistiu o primeiro filme ainda adolescente, verá que os personagens cresceram junto com ele, mas também entenderá que certas coisas nunca mudam.

Apesar de finalizar com a cena clássica dos cinco amigos reunidos em algum café fazendo um balanço geral do final de semana, eu acredito que não haverá mais sequências, e acabando neste último filme será um final digno para a franquia.

Classificado para mim como o gênero “besteirol”, o filme arranca boas risadas e funciona como o simples entretenimento que é. Vale a ida ao cinema para reviver o adolescente que existe em todos nós!

13

abril

Crítica – “12 Horas”

Por Jeniffer Santos - 13/04/2012 - 17:52

 

Chegou hoje nos cinemas nacionais 12 Horas, primeiro filme hollywoodiano do diretor brasileiro Heitor Dahlia (O Cheiro do Ralo, À Deriva). Protagonizado por Amanda Seyfried (O Preço do Amanhã), o elenco ainda é composto por Emily WickershamJennifer CarpenterSebastian StanWes Bentley, Daniel Sunjata, Joel David Moore, Katherine Moennig e Michael Paré.

O filme acompanha Jill, uma jovem problemática que vive seus dias assombrada por memórias de seu passado, lembrando constantemente de um homem que a seqüestrou e tentou matá-la anos atrás. Um dia, quando chega em casa do trabalho, percebe que sua irmã sumiu e acredita que quem a levou é o mesmo homem que a seqüestrou no passado. A polícia local não acredita em nada do que ela diz, considerando-a uma pessoa totalmente desequilibrada, e por conta disso, ela está sozinha em sua caçada buscando por sua irmã e pelo homem que não sai de sua mente.

 

Para uma estréia hollywoodiana, posso considerar que a entrada de Heitor Dahlia no mercado cinematográfico internacional foi mediana. O filme não é lá essas coisas e por ser um suspense, não trás a emoção esperada para o espectador.  Dê um filme de suspense espera-se no mínimo que ele prenda a atenção, mas confesso que divaguei em alguns momentos enquanto assistia no cinema.  O roteiro é bem costurado sem causar muita confusão, mas em alguns momentos se torna cansativo, principalmente pelo fato de que cada pessoa a qual ela questionava para encontrar pistas lembravam-se claramente de tudo, dando-lhe sempre várias informações.  Tudo é muito didático do início ao fim, não dando a oportunidade do espectador desconfiar da pessoa errada ou surpreender-se ao ver uma parte do mistério revelado. Amanda Seyfried mostra que pode variar bem das personagens românticas e sonhadoras que a fizeram famosa, pois convence como a perturbada Jill, que não mede esforços para atingir o que deseja, encontrar sua irmã e acabar de vez com o homem que a sequestrou.

Para o diretor, torna-se uma experiência válida que ainda pode lhe abrir algumas portas lá fora, e quem sabe, atingir o prestígio internacional conquistado por Fernando Meirelles e Walter Salles.

 

 

Eu não recomendo a ida ao cinema, pois para quem ficou com um mínimo de curiosidade, vale esperar o lançamento do DVD. Sem nada de inovador, a produção segue apenas o simples bê-á-bá dos filmes de suspense sem graça.

30

março

Crítica – “Heleno”

Por Jeniffer Santos - 30/03/2012 - 18:54

Estreou hoje nos cinemas nacionais Heleno, a cinebiografia do ex-jogador de futebol Heleno de Freitas (1920-1939). Ídolo do Botafogo, Heleno morreu aos 39 anos, mas sua vida teve muito que contar. Com direção de José Henrique Fonseca (O Homem do Ano), a produção é protagonizada por  Rodrigo Santoro (Reis e Ratos) e conta no elenco com Alinne MoraesErom Cordeiro, Othon BastosHerson CapriAngie CepedaOrã Figueiredo.

Dono de um temperamento tempestivo, Heleno vivia a era de ouro do Rio de Janeiro doa anos 40. Era um grande cenário de sonho e glamour, que permeava entre a sua paixão pelo futebol.  Ele sabia qual era o seu potencial, sabia que poderia ser o melhor no Brasil, mas suas aventuras na vida pessoal desviaram seu caminho de grande estrela do futebol, levando sua vida da glória para tragédia.

Todo em preto e branco a cinebiografia de Heleno de Freitas é contada sem sequência cronológica, e em nenhum momento isso confunde o espectador. Os seus últimos anos fazem uma analogia com seus anos de glória no clube carioca, e os meios vão explicando os fins. O diretor José Henrique Fonseca trabalhou diferentes ângulos de câmera e obteve uma riqueza de detalhes visuais, utilizando em momentos pontuais sem que ficasse banal ou fora de contexto.

O protagonista é um furacão em forma de gente. Sempre com um ar arrogante e por muitas vezes egoísta, fala sempre na cara de seu alvo sem medo de ser ofensivo, e com o início de sua queda, começa a sentir os efeitos de anos de uma ação desenfreada.  Rodrigo Santoro trás uma interpretação impecável que não exagera em nenhum momento, pois logo você entende a complexidade daquele homem, mesmo sem conhecer as histórias dos primeiros anos de vida do jogador.  Galanteador e boêmio fora de campo, mas irritadiço enquanto jogava. Seu temperamento o fez ser expulso de diversos jogos durante sua carreira.  Heleno é o tipo de personagem que dá muito pano pra manga e faz com que o espectador tenha alguns momentos de diversão e, por muitas vezes, condene suas atitudes, trazendo uma série de emoções diferentes.

Heleno morreu em decorrência de sífilis, e em seus últimos anos de vida apresentava uma série de manifestações psiquiátricas, como mania de grandeza, discursos sem sentido, alucinações que o confundiam com a realidade e outros, e Rodrigo soube muito bem fazer esta delicada transição na vida do personagem.

Sem dúvida é uma excelente cinebiografia que merece ser prestigiada em uma sala de cinema. É um ótimo roteiro, com ótimas interpretações que te trazem uma história provavelmente desconhecida.  Nos cinemas, reparei o grande interesse dos mais velhos em conhecer ou relembrar a história de Heleno de Freitas, que realmente merecia essa produção pela sua personalidade.  Não deixe de assistir!

23

março

Crítica – Jogos Vorazes

Por Jeniffer Santos - 23/03/2012 - 19:53

Denominado como aquele que ocupará a lacuna deixada pelas franquias de  Saga Crepúsculo e Harry Potter, Jogos Vorazes estreou hoje mundialmente com toda força. Dirigido por Gary Ross (Seabiscuit – Alma de Herói), a produção é protagonizada por Jennifer Lawrence, a Mística de X-Men – Primeira Classe, e o elenco se completa com Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Woody Harrelson, Donald Sutherland, Stanley Tucci, Elizabeth Banks, Toby Jones, Alexander Ludwig, Willow ShieldsLenny Kravitz.

Adaptado do best-seller homônimo de Suzanne Collins, a história nos apresenta um futuro pós-apocalíptico, onde a nação de Panem é dividida em 12 distritos. Todo ano quando está para acontecer os Jogos Vorazes, um homem e uma mulher entre 12 e 18 anos é sorteado para representar seu distrito e isso é o maior dos temores da população. Os Jogos consistem em colocar uma dupla de cada distrito em uma luta sanguinária transmitida pela tv, até que somente um sobreviva. Katniss é uma corajosa garota que mora com a mãe e a irmã em uma cidade de mineiros. Ela se oferece como tributo do seu distrito, após sua irmã ser sorteada, e junto de Peeta, para por uma transformação para que o público se interesse por eles. Treinada para tentar sair vitoriosa e em saber o que esperar, Katniss entra para uma batalha contra 23 oponentes e precisa ser esperta o bastante ao tomar suas decisões para que assim, possa garantir sua sobrevivência, e quem sabe ser a vencedora dos Jogos Vorazes.

O filme nada mais é do que uma crítica ao momento em que vivemos no mundo. Os Jogos nada mais é do que um reality show em outro nível, em busca apenas de ibope e patrocínio. Se hoje ligamos a televisão e vemos pessoas virando a bunda para a câmera a troco de audiência, em Jogos Vorazes vemos jovens se matando involuntariamente para que o maior número de pessoas assista.  Nesse futuro pós-apocalíptico, quem não é afortunado mora em casas bem simples e luta todos os dias para conseguir ter o que comer, e enquanto isso a população rica vive em meio ao luxo. Suas roupas extravagantes, que faria inveja a Lady Gaga, chamam a atenção de longe e nitidamente difere as classes. Aqueles que são escolhidos para ir aos Jogos, os Tributos, recebem uma superprodução para ficarem mais bonitos, arrumados e com isso arrumar mais patrocinadores, bem semelhante ao showbizz, que transforma uma pessoa para que ela obtenha sucesso na música, no cinema e etc.

Pelo o que percebi nos cinemas é bem provável que Jogos Vorazes seja a franquia do momento, pois apesar de ter o fator paixão na história – momento em que várias adolescentes suspiravam na sala de cinema – o filme bate em teclas importantes e pode fazer com que a população alienada, repense sobre certos limites e como o mundo vem caminhando.

O diretor  Gary Ross sobre compor muito bem a produção dosando de forma sábia os elementos de um filme adolescente e uma crítica social. Sinceramente, acredito não ser impossível que a realidade apresentada no longa-metragem se torne verdade, pois se fizermos uma analogia com os acontecimentos atuais, vemos que o filme apenas trás alguns fatores do cotidiano de forma exagerada, em um nível diferente do que vemos hoje em dia.

 

Deixando alguns ganchos para suas sequências, a produção pode ganhar mais dois filmes, pois ao todo são três livros que contam esta história. Infinitamente superior a Saga Crepúsculo e a Harry Potter, Jogos Vorazes equilibra bem a inocência e a coragem, sem ficar meloso ou extremamente fantasioso.  Apesar de não fazer muito o meu gênero, reconheço que a produção tem o seu mérito e construiu um filme muito bem feito que pode agradar não só os jovens, mas também os adultos. Vale à pena conferir!

 

 

 

 

 

 

16

março

Crítica – “Projeto X – Uma Festa Fora de Controle”

Por Jeniffer Santos - 16/03/2012 - 17:48

Usando e abusando da premissa de “comédia adolescente”, Projeto X – Uma Festa Fora de Controle chegou hoje aos cinemas brasileiros e ninguém sabia muito o que esperar. Com trailers malucos, não sabíamos muito como seria o formato da produção, e como isso causou curiosidade. Dirigido pelo estreante Nima Nourizadeh e produzido por Todd Phillips, diretor da franquia Se Beber, Não Case, o filme é realmente uma caixinha de surpresas. Encabeçando o elenco tem o trio Thomas Mann, Oliver Cooper e Jonathan Daniel Brown como, respectivamente Thomas, Costa e JB, e para completar tem Dax Flame, Kirby Bliss Blanton, Miles Teller, Brady Hender, Nick Nervies, Alexis Knapp e outros.

Thomas é um típico garoto tímido que está completando 17 anos de idade. Costa e JB, seus melhores amigos, sonham com aquela mega festa de aniversário para ele, e vêem a oportunidade de realizá-la. Os pais de Thomas viajarão no final de semana para comemorar o aniversário de casamento, e por mais que imaginem que seu filho convidará alguns amigos para uma festinha, eles viajam tranquilos, pois sabem que o filho não é nada popular em sua escola e que a festança não passará de meia dúzia de garotos jogando videogame e comendo besteiras. O problema é que os pais de Thomas estavam errados. Os três garotos organizam uma super festa e convidam o colégio todo, na tentativa de se tornarem populares em sua escola, até que tudo sai do controle.

O filme já começa com uma mensagem se desculpando pelas imagens que serão mostradas, e usando todo tipo de clichê dos filmes adolescentes como a busca pelo sexo, festas com bebidas alcoólicas e garotas de topless, Projeto X vem como uma despretensiosa comédia feita para garotos, podendo desagradar o público feminino. Na sala de cinema, as maiores risadas vinham dos meninos adolescentes, e até os adultos tinham certa resistência com as piadas, já as meninas não ouvi se manifestarem, e teve uma senhora que saiu com um olhar meio assustado de lá. Apesar de ser relativamente machista, o filme tem seu momento sentimental, talvez para amenizar a anarquia que está acontecendo e suavizar para não se passar por insensível.

Utilizando o recurso de ser sempre registrado por uma câmera amadora mostrando o ponto de vista de alguém, poucos momentos temos a oportunidade de ter dois ângulos da mesma cena, mas isso não prejudicou a produção.  O elenco se saiu muito bem convencendo em seus personagens e trazendo verdade para o filme, elemento essencial para uma produção que é apresentado como um vídeo caseiro. Levando o tema de “festa de arromba” as últimas consequências, o filme surpreende quando vemos a catástrofe em que a festa se transforma, virando até um caso para a Swat.

Passando longe de ser genial e inovador, Projeto X – Uma Festa Fora de Controle é filme de adolescente para adolescente, mas se algum adulto conseguir se livrar de alguns preconceitos e se lembrar do que sentia quando era jovem, é capaz de se divertir. Confesso que alguns momentos eu achei meio estúpido, mas também dei boas risadas. Vale à pena ir ao cinema e tirar suas conclusões desta produção que causou tanto burburinho nos últimos dias.

9

março

Crítica – “John Carter – Entre Dois Mundos”

Por Jeniffer Santos - 09/03/2012 - 19:40

A grande estréia dos cinemas nacionais de hoje é John Carter – Entre Dois Mundos, uma superprodução da Walt Disney Pictures. Dirigido por Andrew Stanton (Wall-E, Procurando Nemo), o filme é protagonizado por Taylor Kitsch (X-Men Origens – Wolverine), e o elenco se completa com  Lynn CollinsMark StrongWillem DafoeDominic WestCiarán Hinds, Polly Walker, Thomas Haden Church, Daryl Sabara, Samantha Morton, James Purefoy e outros.

O filme se passa em 1868 e acompanha John Carter, um ex-militar rebelde que abandona o exército para virar garimpeiro. Ao ser aprisionado em uma caverna, é inexplicavelmente transportado para Marte através de um amuleto, e lá ele recebe o poder da força e o poder de saltar grandes alturas. Descobre que existe vida nesse planeta, e conhece os habitantes de idioma próprio. Vê que um dos habitantes pegou o amuleto que lhe levará de volta para a Terra, e ele luta para recuperá-lo e voltar para casa. Tudo muda de figura quando ele conhece a princesa Dejah Thoris, que fugiu de casa para tentar salvar sua cidade, e ao conhecer John, ela quer que ele a ajude nessa empreitada.  Resistindo a entrar em qualquer tipo de conflito, John afirma só querer voltar para Terra, até que ele se apaixona por Dejah e resolve ajudar sua amada. O personagem John Carter é um corajoso homem que não tem nada a perder, carrega em seu coração a dor por ter perdido sua família e segue destemido em sua vida.

Escrita por Edgar Rice Burroughs (criador de Tarzan) e publicado pela primeira vez em 1912, cem anos se passaram para que a história de John Carter pudesse ser contada nos cinemas, isso porque ao longo dos anos, várias tentativas frustradas impediram a produção, devido à falta de tecnologia necessária. Após a produção de Avatar, Andrew Stanton se uniu a uma equipe de peso e realizou esta superprodução.

É sem dúvida um filme épico, com uma história detalhada e alguns toques de comédia que fazem o espectador rir no cinema. Sendo uma produção Disney, eu não esperava menos tecnologicamente e visualmente, mas acredito que a tecnologia 3D poderia ter sido melhor explorada.  Tem uma incrível riqueza de detalhes, figurinos belíssimos (especialmente os que foram utilizados por Lynn Collins) e os habitantes de Marte, ou Barssom como é chamado no idioma deles, enchem os nossos olhos com uma tecnologia impecável.

Diferente do que foi o Imortais pra mim, John Carter – Entre Dois Mundos não fica só focado no visual e na tecnologia mostrando uma história rasa, o filme envolve o expectador do início ao fim, e chega a surpreender em seus minutos finais. Vale à pena a ida ao cinema e é um filme que agradará dos oito aos oitenta, divertindo e entretendo todas as idades.

 

 

2

março

Estréia da Semana – Crítica de “Billi Pig”

Por Jeniffer Santos - 02/03/2012 - 19:45

 

Estreando hoje nos cinemas, o filme nacional Billi Pig acompanha um grupo de pessoas que fazem qualquer coisa para se dar bem na vida. Dirigido por Zé Eduardo Belmonte, esta comédia tem o elenco é composto por Grazi Massafera, Selton Mello, Milton Gonçalves, Otávio Müller, Zezeh Barbosa, Milhem Cortaz, Aimée Espinosa, Preta Gil e Xando Graça.

Em Billi Pig, a aspirante a atriz chamada Marivalda é casada com Wanderley, um falido corretor de seguros. Marivalda tem um porquinho de brinquedo, o Billi, que é meio que um guru de sai vida, que a acompanha desde seus seis anos de idade. Quando Billi fala para Marivalda que Wanderley é o atraso de sua vida, ela dá o prazo de uma semana para o marido deixar de ser um fracasso. Em meio a isso, na rua onde o casal mora, existe um falso padre trambiqueiro que vive de enganar o povo por conta de seus “milagres”, e quando a filha do maior traficante do bairro está na beira da morte, Wanderley vê a chance de sair da lama. Ele fala para um dos capangas do traficante que o padre é capaz de recuperar a moça que está morrendo, e aí começa toda a confusão na história.

Despretensioso, o filme mostra um ar desencanado homenageando a chanchada, gênero que por muitos anos foi predominante nos cinemas brasileiros, mas é cheio de falhas. O roteiro se perde um pouco e acaba desperdiçando o talento de Selton Mello, Milhem Cortaz e Milton Gonçalves, sendo o último o que foi melhor aproveitado. Em alguns momentos onde se é possível rir, estão em foco os personagens de Grazi Massafera, Selton Mello e Milton Gonçalves, fora isso, uma conversa de bar entre amigos pode ser mais engraçada. Nem o carisma dos atores salva a produção. Vemos uma tentativa desenfreada de boas intenções, mas o tiro saiu pela culatra.

Especificamente quatro personagens em dois núcleos da história não fazem diferença nenhuma no contexto. Poderiam muito bem ter excluído as duas secretárias da seguradora e a funerária, com a sua dona e o funcionário. Tecnicamente, o hotel cinco estrelas que aparece na trama deixa a desejar no luxo, e não consegue dar o contra ponto ideal no contraste entre a casa humilde do casal e a luxuosidade que deveria ser apresentada.

Grazi Massafera mostra muita dedicação e notamos que ela se jogou na personagem sem medo, dando para perceber até certo potencial na carreira da moça, provando que não é só um rostinho bonito. Ela é a voz responsável por Billi, o porquinho de Marivalda, mas poderia ter sido melhor trabalhada, pois parece que a sua possível inexperiência prejudicou na execução.

Esta produção me fez perceber que se tratando de filme nacional ou ele é muito bom ou é ruim, parece não existir o mediano. Parece que ainda vai demorar para o Brasil produzir um filme melhor que o Auto da Compadecida, que na minha humilde opinião, é o melhor filme nacional.

 

 

 

 

17

fevereiro

Crítica – A Dama de Ferro

Por Jeniffer Santos - 17/02/2012 - 17:24

 

Estreando hoje nos cinemas nacionais, o filme A Dama de Ferro trás o brilhantismo e o talento de Meryl Streep interpretando Margaret Thatcher. Dirigido por Phyllida Lloyd (Mamma Mia), o elenco encabeçado por Streep ainda inclui Jim Broadbent como Dennis Thatcher e  Anthony HeadRichard E. GrantRoger Allam e Olivia Colman, Julian Wadham, Alexandra Roach, Hugh Ross e outros.

O filme mostra um surpreendente retrato da comovente história de Margaret Thatcher, mostrando seus altos e baixos na carreira política e revelando por que é chamada de a Dama de Ferro.

Com uma estrutura não-linear, vamos pouco a pouco a conhecendo. A vemos jovem, quando já se sentia diferente das outras garotas por se interessar por política através de seu pai, vemos a ministra da educação, vemos a Primeira-Ministra e a viúva solitária cercada de suas lembranças. Mais do que tudo, vemos uma mulher que lutou sem medo por seus ideais, rompendo barreiras e lidando com o preconceito daqueles que lhe cercavam. Determinada, nunca temeu o fracasso e sempre teve o apoio de seu marido, mas para se dedicar, deixou sua família de lado.

O modo como a narrativa foi construída pode ser interessante ao causar curiosidade sobre a história, mas pode cansar ao longo da exibição. O filme apresenta de forma superficial os fatos históricos, se aprofundando mais na intensa personalidade de Thatcher. Deixou um pouco a desejar como cinebiografia pelo fato da superficialidade de alguns acontecimentos, não informando ao menos a data do atentado contra Thatcher ocorrido em outubro de 1984.

O ponto forte do filme é, sem dúvida, a grande interpretação de Meryl Streep, não esquecendo também da incrível maquiagem realizada na atriz, que ficou mais do que espetacular.

Com este filme, Meryl Streep recebeu sua merecida 17º indicação ao Oscar e tem grandes chances de receber a sua 3º estatueta.  Além de estar indicado como Melhor Atriz, o filme também concorre como Melhor Maquiagem.

Vale a ida ao cinema para apreciar a excelente atuação da atriz, que dispensa qualquer tipo de apresentação. Ela e Jim Broadbent estão perfeitos juntos, com uma ótima química em cena e atuando com maestria os mais variados sentimentos que fazem parte desta história.

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